Contar nossa história a voces é voltar as raízes de nossas vidas.
Deus usa-nos desde nossa juventude ou até nossa infância para nos preparar para o grande desejo Dele. É o que chamamos de vocaçao.
A história desta Comunidade tem seu início de gestaçao no ano 1976, quando Deus manifesta sua vontade de criá-la no coraçao deste seu humilde servo. Palavras na época nao compreendidas, mas provocantes da parte de Deus. “Mostrou-me o lado de ser “da Comunidade de Vida”, viver um estilo monástico. ”Ao entrares seja como um monge e ao saíres seja um grande apóstolo”( frase que hoje nos motiva).
Na época, achava que Deus desejava que saísse do Seminário Palotino que vivia, para entrar em um mosteiro, mas graças as direçoes espirituais que obtive, nao me deixaram sair e hoje posso lhes contar essa história.
Todo meu período de estudos regulares foi vivido com sonhos e açoes de Deus em minha mente para a formaçao de uma comunidade. Durante anos recusei este pensamento, por nao me achar preparado o suficiente, a formar uma comunidade de leigos. Mas, a persistencia de Deus nao se acalmou. Até que me trouxe a Codó no Maranhao, para fazer nascer seu projeto, gerado há 21 anos atrás. Digo com todas as letras: 21 anos por minha causa. Segurei este nascimento até nao conseguir mais pela insistencia de Deus. Foram a partir dessas datas, início de 1998, que a gestaçao é completada. Assim, quatro jovens começam a se reunir para rezar e ver o que Deus queria de tudo isso. Essas pessoas foram: Edelson, Ribamar, Cláudia e Pe Arlindo.
Na página anterior, dizia-lhes que quatro jovens tinham sidos escolhidos por Deus a iniciar esse projeto:  Edelson, Ribamar, Cláudia e Pe. Arlindo. E assim fez Deus; os convidou de uma forma muito simples, porque é assim que Ele age. Quando falei a esses jovens sobre esses sonhos de comunidade, sobre o que Deus me falava, a resposta veio em uma frase de um deles, ”já há muito tempo rezávamos para que viesse alguém nos ensinar a ser comunidade” e lhes propus tentarmos.

O projeto de Deus inicia com muita oraçao. Propomo-nos todos os dias, as 5hs da manha, nos reunir a rezar para que pudéssemos compreender o que Deus desejava de nós. Após vários meses de oraçao, começamos a perceber que várias outras pessoas nos vinham a mente para convidá-las a viver o mesmo projeto conosco e todos disseram sim e vivemos durante dois anos nos reunindo: para rezar; com retiros, momentos de vigílias, adoraçoes e até alguns passeios juntos. Esses membros hoje sao os que nós chamamos pela ata de criaçao da comunidade como “membros fundadores” apesar de alguns nao estarem mais conosco, só sendo amigos da comunidade e nao membros oficiais.

Na semana de 06 de agosto de 2000, resolvemos fazer um retiro juntos. Passamos quatro dias juntos e na oraçao é que surgiu o amadurecimento de criarmos a Comunidade que recebeu o título de Sao José, pois na época era muitos Josés que nos incentivam, e por isso o seu nome, mas, hoje sabemos que o desejo de Deus foi colocado em nossos coraçoes nao só por esse motivo, mas por muitos outros que a comunidade sabe. Um deles é o amor presente nas famílias razao de toda açao de sua proteçao, padroeiro das famílias.

Voltando a criaçao da Comunidade, resolvemos criá-la juridicamente para que todos os bens adquiridos fossem direcionados a ela; desejávamos adquirir uma casa e assim se fez. Escolheu-se um nome oficial e um nome fantasia. O nome oficial ficou: ASSOCIAÇAO RELIGIOSA E EDUCACIONAL SAO JOSÉ e o de fantasia: COMUNIDADE SAO JOSÉ.
Como dizia na mensagem anterior, que a partir deste retiro, grandes coisas aconteceram nesta Comunidade, fruto de muita oraçao e dedicaçao a Deus no escutar o que Ele desejava de nós. Poderia enumerar aqui muita graças concedidas a nós neste dia, mas fica aqui registrada o que de mais importante aconteceu a criaçao oficial da Comunidade Sao José no dia 06 de agosto de 2000. O grande “pentecostes” que aconteceu conosco naquele momento, resultado hoje do que voces estao começando a enxergar.

Após esse retiro, tudo se transformou. Nosso desejo de viver juntos, começou a ficar cada vez mais intenso. Começou a grande procura de um local para moradia. Inicialmente, numa chácara e em segundo plano na cidade. Muitos lugares nos foram apresentados, lugares lindíssimos com muito verde e muita água, mas, quando levávamos para oraçao Deus nos mostrava que nao era o que desejava. Após um ano de procura, Pe. Arlindo passando em frente a uma propriedade próxima da cidade de Codó, sentiu no coraçao que Deus lhe falava que este era o local. Inicialmente, até se chocou, dizendo: “Senhor esse terreno o proprietário nao vai querer vender e se vender vai pedir um valor em dinheiro que nao temos. Mas, em atençao ao seu pedido vou arriscar”. Apresentando a voce que nao conhece, digo que é uma faixa de terra que ao fundo tem o rio Itapecuru e a frente passa uma estrada estadual asfaltada, área muito valorizada.

Depois de alguns dias criei coragem para  falar com o proprietário, sem muitas esperanças mas fui. No diálogo com ele, fui direto esperando um nao; seu Chiquinho, assim era conhecido. Disse-lhe: Seu Chiquinho, nao quer me vender um pedaço de tua terra para que eu pudesse formar uma comunidade de leigos que tem como finalidade rezar e evangelizar as pessoas que precisam? Um grande ponto de interrogaçao lhe surgiu na testa.
Volto a história da compra do terreno de nossa sede.

Continuei explicando, preciso de uma faixa de terra de trinta e cinco metros de largura do rio até a estrada, uma “tripa”. Continuou com o ponto de interrogaçao. Se nao quando sai uma pergunta.  Pra que mesmo a terra? Há, nao vai dar nao, mas, vou pensar, amanha te dou a resposta. E saí achando que era o fim do desejo de Deus. Contando para alguns da Comunidade, falaram: vamos rezar e se for de Deus dará certo. E assim fizeram, marcaram um momento de oraçao a noite e pedimos a Deus que se fosse da vontade Dele que Ele agisse no coraçao daquele homem.  No outro dia fui até ele e perguntei com a cara mais lavada. E daí Chiquinho que resolveu? E ele mediu pra cá e pra lá e eu só observando: ele nao vai dar minha casa; vai ficar bem na divisa. E eu interferindo, mas, seu Chiquinho coloca a casa 5 metros mais pra lá. E mede de novo. Tá Baao! Mas, agora vem o mais difícil, quanto? Se for caro nao tenho dinheiro e tem que ser a “perder de vista”, muitas prestaçoes. Ele parou, pensou, e disse: Já que vou ser seu vizinho e preciso fazer minha casa, me de cinco milheiros de tijolo que “tá baaum”. Eu quase caio no chao. Pois, uma benfeitora da Comunidade na semana anterior, tinha dado sete milheiros de tijolos para construir a nossa casa e ele só pedia cinco. Entao, Deus deu a nós essa terra sem custo nenhum. Neste momento acreditei no poder de Deus e nunca mais duvidei, até os dias de hoje. E para completar cheguei ao vizinho oposto e pedi que me vendesse quinze metros para completar um equitare (10 mil metros quadrados) e simplesmente me pediu cem reais o equivalente na época: um milheiro de tijolo, outro milagre! Hoje na bondade de Deus temos um grande terreno que dá para fazermos o que Ele projetou e sonhar com ele em mais coisas ainda.







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